Thursday, July 5, 2007

MUSEU NACIONAL DOS COCHES - CONT.



COCHE D.JOSÉ I


Séc. XVIII (2ª. metade)

Viatura de aparato.

Trabalho português

(Inv. nº. 22)

Dim. 642x225x298 cm.


Construído para o Rei D. José, enaltece

a força do Poder Real, figurado através

da representação da águia.


Na decoração exterior sobressai a

exuberante simbiose dos estilos Luís XIV

e Luís XV, numa interpretação de cunho

português.


A obra de talha a ouro e vermelho

admite-se ser da autoria dos escultores

José de Almeida e Félix Vicente de Almeida

e é um riquíssimo trabalho de decoração

com mascarões, volutas, atlantes, grinaldas

de flores e frutos, génios alados e cabeças

humanas de feições marcadamente

ameríndias, numa evocação do contacto

português com outras partes do mundo.


A pintura no alçado superior traseiro, é

atribuída a Cirilo Volkmar Machado

(1748 -1827), pintor português que

estudou em Roma e foi nomeado pintor

do Príncipe Real.

O interior é em veludo vermelho lavrado,

no tecto armas reais portuguesas.



(Cont.)

MUSEU NACIONAL DOS COCHES - LISBOA




Coche de D.Maria Francisca Benedita


Sec. XVIII (2ª.metade)

Viatura de aparato.

Trabalho português

Inv. nº. 63

Dim. 620x156x281 cm


Terá sido construído, em 1777 para o

casamento da princesa D. Maria Francisca

Benedita, irmã da rainha D. Maria I, com o

seu sobrinho o príncipe D. José.


No exterior apresenta caixa fechada com

janelas de vidro, com trabalho de talha

estilo rococó, com volutas, concheados e

elementos vegelatistas.


Os apainelados estão decorados com

pinturas atribuídas a Pedro Alexandrino

de Carvalho (1730 - 1890).


O interior está revestido de veludo sobre

fundo de cetim esverdeado com decoração

floral de grandes dimensões.


«Esta descrição sobre o Museu Nacional

dos Coches (em Belém - Lisboa), tem

cont.»




Tuesday, July 3, 2007



Mágoa - Miguel Torga



MÁGOA


Medas de trigo ao sol - Agosto

Tudo o calor do Sonho amadurece;

Só a verdade amargura do meu rosto

Permanece !


Até me lembro que não sou da vida !

Que não pertence á terra esta tristeza ...

Que sou qualquer desgraça acontecida

Fora do seio-mãe da natureza.


E contudo não sei de criatura

Que mais deseje ter esta alegria

De um fruto azedo que arrancou doçura

Do céu, das pedras e da luz do dia.


MIGUEL TORGA




« Ninguém pode pronunciar-se acerca da sua

coragem quando nunca esteve em perigo »

François La Rochefoucauld



Monday, July 2, 2007